Técnica de micropropagação in vitro e inovação tecnológica - Topgene

Técnica de micropropagação in vitro e inovação tecnológica

O processo técnico, dentro do laboratório da biofábrica, utiliza a técnica de micropropagação in vitro. Envolvendo etapas que vão desde a seleção das plantas matrizes até produzir mudas prontas para serem levadas ao campo. Esta técnica é dividida em 5 etapas básicas e demanda de 8 a 12 meses dependendo da espécie e variedade.

As etapas do processo podem ser entendidas, como descritas brevemente, a seguir:

Etapa 0 – Seleção da planta matriz / planta mãe

Antes do início da micropropagação, deve-se prestar muita atenção à seleção do matrizeiro, construindo assim o jardim clonal que servirá de suporte para a seleção das plantas elites. Elas devem ser geneticamente melhoradas e estáveis e livres de qualquer tipo de doença. Além de serem altamente produtivas devem ser uniformes no campo e, por tanto, apresentando qualidade superior as demais. Junto a esta seleção, em campo, pode ser realizado tratamentos específicos, nas plantas, para facilitar o estabelecimento nas próxima etapas in vitro.

Etapa 1 – Estabelecimento do explante in vitro

Com as plantas selecionadas, isola-se e se extrai parte da planta que irá ser utilizada para dar início ao processo de propagação, que são os explantes, que em laboratório são submetidos ao processo de desinfestação para eliminação de microrganismos. Então, são inoculados em meio de cultura que fornecerá todas as condições necessárias para seu desenvolvimento. Tudo isto em condições assépticas, pois não pode haver contaminações por microrganismos.

Etapa 2 – Multiplicação de brotos

Após o período de adaptação a condição de laboratório as plantas passam para a fase de multiplicação propriamente dito. Esta etapa compreende os diversos ciclos de repicagem e transferência para frascos contendo novos meios de cultura. Para que assim obtenha-se novas brotações e, consequentemente, aumento do número de mudas. Este processo pode ser realizado por alguns ciclos, levando sempre em consideração os cuidados para não haver o surgimento de variantes soma clonais, que são plantas com características distintas da planta mãe.

Etapa 3 – Alongamento e enraizamento

Consiste na finalização das multiplicações e, por conseguinte, o alongamento das mudas e indução da formação de raízes ainda no cultivo in vitro. Obtendo assim uma muda completa, possuindo parte aérea e raízes bem desenvolvidas. Quando as mesmas atingem o tamanho adequado, elas então, são transferidas para estufas ou similares que compreende a próxima etapa.

Etapa 4 – Aclimatização – Transferência para ambiente natural

Nesta fase as mudas são transferidas para estufins, estufas e/ou telados, visando
promover a adaptação das plantas ao ambiente externo, antes do transplante, em definitivo para condições de campo. Esta é sem dúvida uma das fases mais delicada, pois as mudas não estão adaptadas para condições ambientais reais. Por isso deve-se ter um cuidado maior para prepara-las para o campo.

Artigos Técnico Científicos

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GASPAROTTO, L. e PEREIRA, J.C.R. (2016). Manual de identificação de doenças e pragas da cultura da bananeira. Brasília: EMBRAPA. 110 p.

SCARPARE FILHO, J.A., et al. (2016). Cultivo e produção de banana. Piracicaba: ESALQ. 84 p.

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